Memórias da trajetória dos colonizadores são narradas em aula para acadêmicos de Direito

No dia de 15 maio, acadêmicos da 5ª fase do Curso de Direito do Unibave participaram de uma aula na Casa de Pedra do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel. A atividade foi programada na disciplina de Direito Civil VI, com a professora Márcia Zomer Rossi Mattei. A partir dos registros históricos disponíveis da extinta Empresa de Colonização Grão-Pará (final século XIX e início do XX), os alunos conheceram a história dos imigrantes que colonizaram as terras pertencentes ao dote de casamento da Princesa Isabel e do Conde D’Eu. Por meio dos relatórios dos diretores da empresa, cartas trocadas entre familiares, listas de registros imigratórios, cadernetas de anotações de engenheiros agrimensores, narrativas de livros de historiadores e pesquisadores, documentos relatando a presença do indígena e de como proceder diante dele, assim como acervos indígenas, apresentados pela diretora do museu, Valdirene Böger Dorigon, e o museólogo, Idemar Ghizzo. “A partir de tais registros, é possível entender, imaginar e discutir como ocorreu o desbravamento pelos imigrantes nesta região, bem como se dava a formação familiar e o trato da autoridade estatal com as famílias colonizadoras, nas áreas de assistência social, de saúde, de moradia, de educação, de trabalho e finanças, os usos e costumes no comportamento social destas famílias e das gerações que a seguiram”, observa a professora Márcia. Paralelo aos atos de fixação das famílias imigrantes nas terras da Colônia, a professora destacou o arranjo familiar do indígena, a qual precisou dar espaço para a ocupação do homem branco, momento em que foram diretamente atingidos em seus usos e costumes, principalmente no seu direito sobre a vida, sobre a liberdade e sobre as terras e a natureza do local.

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O Museu ao Ar Livre Princesa Isabel é mantido pela Fundação Educacional Barriga Verde - FEBAVE