
O Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), em Orleans, recebeu na quarta-feira, dia 30, um curso sobre a produção de café, ministrado por técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), com apoio do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel. A atividade reuniu orientações a respeito do cultivo, degustação e avaliação sensorial, aproximando os conhecimentos técnicos da história da produção cafeeira na região.
Ministrado pelo engenheiro agrônomo Filipe Espíndola, o curso teve como objetivo resgatar as técnicas de produção, desde a escolha e a produção de mudas até a definição do local de plantio, os sistemas de condução e as podas. A programação também contemplou temas como mercado, agrofloresta, cuidados com as plantas, colheita e processamento.
A colaboradora da Epagri, Joana Bett, que auxiliou na atividade, destacou a contribuição do Museu para as pesquisas sobre o tema. Segundo ela, a instituição tem disponibilizado seus arquivos para fundamentar os estudos sobre como ocorria o cultivo do café no início da colonização, tanto na região quanto em outras partes de Santa Catarina.
Durante o curso, os participantes também puderam degustar um café produzido com frutos de uma planta cultivada no Museu ao Ar Livre. Os grãos foram torrados e moídos para o preparo da bebida, proporcionando uma experiência ligada ao patrimônio preservado pela instituição.
O engenheiro agrônomo Eusebio Pasini Tonetto, um dos organizadores, destacou a integração entre produção, degustação e avaliação sensorial. Ele colheu os grão de uma planta que há no Museu ao Ar Livre, sendo que durante o curso foram feitas as etapas de torra e moagem. “Com certeza, é um café especial”, comentou.
Para a diretora do Museu, Valdirene Böger Dorigon, a iniciativa reforça a relação entre preservação e compartilhamento de conhecimentos. “Essa parceria permite que os conhecimentos preservados pelo Museu contribuam com a pesquisa e com as práticas de cultivo de hoje. Ao compartilhar nossos arquivos e proporcionar a degustação de um café cultivado aqui, aproximamos os participantes da história e dos saberes das famílias que ajudaram a formar a nossa região”, destaca.








